Dizem que ser avós é como ser pais duas vezes e com açúcar. Mas as pesquisas científicas dizem que a importância desta relação vai muito além dos mimos e carinhos tanto para os netos quanto para os avós.

Através dos filhos, os avós possuem a oportunidade de participar da criação de mais uma geração dentro da sua família, porém com maior leveza e sabedoria. Quanto maiores forem os laços entre netos e avós, maiores os benefícios no desenvolvimento infantil e no que diz respeito a cognição e bem-estar, principalmente quando ganham este papel na terceira idade.

Incentivar ao máximo o fortalecimento desses laços através do convívio é uma missão dos pais que merece toda a atenção para ser realizada, mesmo que a família more longe, pelo peso positivo na construção psíquica das crianças em relação ao PERTENCER.

Avós transmitem valores aos netos, histórias relacionadas a árvore genealógica que enriquecem a constituição das raízes infantis sobre a sua origem. Saber como foi a vida dos avós com seus pais, ajuda os pequenos a entenderem como foram construídas as famílias de seus antepassados, o que passaram, onde viveram, construindo em si a base do pertencimento. E isso os avós fazem muito bem, pois a interação com seus netos resulta em uma nova função e significado dentro do sistema familiar.

Deixar as crianças passarem períodos sozinhas com os avós não só auxilia os pais quando possuem algum compromisso ou emergências, dá também oportunidade à vivência desta relação com maior qualidade. Quando eles possuem tempo e oportunidades para estreitar os laços, ensinamentos são passados. Avós podem contribuir para a formação do caráter, da personalidade. Dão conselhos, mostram ensinamentos práticos, demonstram como devem se relacionar dentro da família, fortalecem e incentivam as relações interpessoais, além de tentar criar momentos de diversão através de atividades recreativas

Avós com participação ativa na criação dos netos possuem maiores taxas de bem-estar, menores indícios para o desenvolvimento de depressão e doenças como alzheimer. Crianças que passam tempo de qualidade com os avós são menos ansiosas, possuem maior auto estima, maior inteligência emocional e generosidade.

E por que em muitas famílias a convivência e vínculo com avós maternos é maior, principalmente com as avós? Isso deve-se ao tipo único de relacionamento que é desenvolvido entre mães e filhas. Porém, independente do lado, este constante contato com os avós é extremamente positivo aos pequenos, pois é uma fonte de ensinamentos e carinho única.

Dami Côrtes, Especialista em Famílias, Psicologia Relacional Sistêmica, Psicologia do Desenvolvimento, Neuropsicologia aplicada à Neurologia Infantil, Psicologia Positiva, Mindfulness e Inteligência Emocional.